segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E O TREM JAUENSE DA ALEGRIA CONTINUA FIRME!

Estamos chegando ao fim do ano e o atual prefeito de Jaú parece não ser diferente do burgomestre anterior, visto possuir as mesmas características daquele que eu chamo de “a Coisa”. Possui o dom de praticar muito bem o “oba! Oba!”. Mas, fica só nisto. Até hoje não encontrei diferenças nas personalidades políticas de cada burgomestre. Todos pretenderam ser o salvador da cidade e todos não salvaram, nem melhoraram nada. Este, talvez fique conhecido como “O Prometeu”, em razão das muitas promessas. Todos nós conhecemos o clima de presságios e alegrias dos novos prefeitos. Alegrias, apenas no primeiro ano, depois começam as cobranças mais duras da população e aí nasce a desconfiança de que é mais um que vai ficar para a história por não ter feito absolutamente nada. Claro que todos nós desejamos o contrário, isto é: mudanças, progresso para a cidade como um todo. Porém, basta darmos uma olhada na história de Jaú e vamos descobrir os poucos prefeitos que ousaram mudar alguma coisa materialmente falando e isto foi quase nada. Quando aqui cheguei, há 52 anos, havia muitas esperanças no ar. Com o tempo tais expectativas foram morrendo e hoje o jauense acostumou-se com a velha rotina. Cidades vizinhas se agigantaram rapidamente com prefeitos atuantes na indústria, comércio, saúde e educação. Nós tivemos nesses mais de 50 anos um crescimento pífio, sob controle de um industrial que não aceitava a vinda para Jaú de novas empresas e conseguia isto com facilidade, já que mandava nos prefeitos. Simplesmente não queria perder seus empregados mal pagos para outras empresas. Assim qualquer um ficaria também podre de rico. Hoje são as redes barateiras de grandes supermercados que não vêm para Jaú. Por que será, hein Piu-piu?

Fico desapontado quando vejo um partido político como o Verde, nascido de mulheres guerreiras na Europa nos anos 60 e 70, não tendo nenhum compromisso com o verde das florestas brasileiras em franca destruição e das queimadas em canaviais que tanto prejudicam a atmosfera jauense, atingindo principalmente os idosos. Torna-se esta verde filosofia mais uma maneira de ludibriar a população. Fica a impressão de que tentam apenas conquistar os altos cargos levando os “amigos do rei” juntos. Espero sinceramente que no decorrer do tempo provem ao povo jauense o contrário, porque até agora tudo continua como se vivêssemos sob as rédeas da “Coisa”, hoje desesperado para se tornar um deputado à toa porque nada fará por Jaú. Com certeza se fizer algo será apenas para ele mesmo. A única coisa deixada pela “Coisa” foi o “money” para asfaltar as ruas do Cila e o novo burgomestre concluiu com grande alarde.

O partido “Verde” era para no mínimo buscar os esforços em proteger a natureza, mas não vemos ninguém do PV pronunciar um duro discurso ambientalista. São discursos na maciota e ao fazerem não colocam o meio ambiente como uma das prioridades do partido. Pelo contrário estão é divulgando políticas interesseiras, ainda por serem realizadas e ao mesmo tempo em que enchem a prefeitura de familiares e de protegidos políticos, talvez a única política dos falsos políticos brasileiros. É mais um trem da alegria, onde indivíduos chegadinhos do burgomestre arrumam facilmente empregos pagos por nós, os “Otarianos da Silva”. Fora do poder são mestres em discursos que versam sobre a proteção da natureza; dentro do poder mudam o discurso e passam a agir com as mesmas características da “Coisa” em seus oito inúteis anos. Até quando isto vai durar? Ora, com esta República travestida de monarquia pelo excesso do zeloso nepotismo, irá durar para sempre o atual e deprimente status dos jauenses, sustentando essa bandalheira explicitamente não concursada.

O simples fato de um governante praticar em sua gestão o emprego público sem concurso, excetuando-se os cargos de confiança, faz dele uma pessoa totalmente incapaz de governar, porque já desrespeitou a Constituição, ou as leis que regulam este comportamento. E quem não respeita a lei está fora da lei. E como disse Rui Barbosa: “fora da lei não tem salvação”. Mas, nos tempos do “Ruizinho” as leis eram cumpridas. Nós não somos dignos de vivermos numa democracia, quando toleramos políticos que não cumprem as leis. Cadê o Judiciário, através da Promotoria pública, para acabar com toda essa bandalheira? O presidente do STJ, Gilmar Mendes, com certeza tem ódio, raiva e alergia da irresponsabilidade de um trem da alegria. Eita Republicano arretado!

Jeovah de Moura Nunes
Escritor e jornalista, autor do romance “A cebola não dá rosas”, entre outros livros.

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