TUDO FICA COMO ANTES NO QUARTEL DO ABRANTES
Apesar das revanches planetária na tentativa de equilibrar o clima, o Brasil numa atitude muito própria da bandidagem, continua destruindo a floresta amazônica e outras florestas pelo país todo. Cada dia que passa vamos nos aproximando do nosso dia de cão, quando os temporais, os tornados, as chuvas devastadoras, enchentes, telhados que voam, o mar que invade cidades litorâneas, enfim, o caos que poderíamos chamar de vingativo porque moramos numa casa que tem vida própria e nunca necessitou de seus moradores bípedes e inteligentes. Somos tão inteligentes que nunca prognosticamos este futuro que chegou ameaçador para nós e nossos descendentes. Estes, ao partirmos para o além, ficarão lançando impropérios contra nós que começamos esta banalização da natureza, esta inexplicável destruição. Somos seres merecedores da revanche planetária porque nossas intenções, desde o início, eram a destruição. Além disso, somos hipócritas porque estamos sempre querendo um altar de deuses para ditar rezas, achando que o verdadeiro Deus nos salvará na hora que precisarmos.
Apesar das revanches planetária na tentativa de equilibrar o clima, o Brasil numa atitude muito própria da bandidagem, continua destruindo a floresta amazônica e outras florestas pelo país todo. Cada dia que passa vamos nos aproximando do nosso dia de cão, quando os temporais, os tornados, as chuvas devastadoras, enchentes, telhados que voam, o mar que invade cidades litorâneas, enfim, o caos que poderíamos chamar de vingativo porque moramos numa casa que tem vida própria e nunca necessitou de seus moradores bípedes e inteligentes. Somos tão inteligentes que nunca prognosticamos este futuro que chegou ameaçador para nós e nossos descendentes. Estes, ao partirmos para o além, ficarão lançando impropérios contra nós que começamos esta banalização da natureza, esta inexplicável destruição. Somos seres merecedores da revanche planetária porque nossas intenções, desde o início, eram a destruição. Além disso, somos hipócritas porque estamos sempre querendo um altar de deuses para ditar rezas, achando que o verdadeiro Deus nos salvará na hora que precisarmos.
Na verdade, pela extraordinária bondade de nosso Paizão, nós jamais morreremos porque somos espíritos, semelhantes ao nosso Deus. A diferença é que Ele deseja que nós aprendamos com os nossos próprios sacrifícios. Sem sacrifícios, sem aprendizagem. A destruição do planeta levar-nos-á ao sacrifício e através deste aprendizado seremos, em outro planeta semelhante à Terra, bem mais educados e amantes da natureza. O próprio índio já teve a sua experiência em milhares de vidas e hoje o respeito à natureza não é um mandamento, mas uma prática comum. Sei que boa parte de meus leitores entenderão o que desejo passar, outra parte apegada a mandamentos e lavagens cerebrais discordarão como sempre. Não ligo, porque cada um é livre para viver a sua própria filosofia, não sendo, é claro, a filosofia da destruição. Porém, o que tem prevalecido é justamente esta filosofia. E para o Senhor de Todas as Coisas se seus filhos querem a filosofia da destruição serão totalmente atendidos, porque para Deus um planeta é um grão de areia no espaço, embora seja a casa de seus amados filhos vivendo na carne.
Daqui a vinte, ou trinta anos muitas praias brasileiras desaparecerão mesmo se interrompermos totalmente a destruição. A natureza segue um curso. Se o comportamento humano da destruição for interrompido, ela, a natureza continuará seguindo o mesmo curso até chegar ao ponto de interrupção. As periódicas reuniões sobre o clima da Terra não passam de perda de tempo. São representantes de vários países, homens de precioso conhecimento, mas que vão para essas reuniões já sabendo que nada será resolvido. O capitalismo selvagem comanda essas reuniões. “Tudo fica como antes no quartel do Abrantes”, já dizia no começo dos anos sessenta meu amigo de bar Vicente Leporace.
Jeovah de Moura Nunes
Jeovah de Moura Nunes
Escritor e jornalista
Autor de “Memórias de um camelô” entre outros livros
Autor de “Memórias de um camelô” entre outros livros
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