Um país maltratado por autoridades incompetentes. Um país, cujo povo constrói moradias em locais perigosos com o apoio dos políticos que flagrantemente permitem tais construções. Um povo sem opções de melhorias. Um povo morrendo por culpa de autoridades fajutas. É assim o Brasil. Dizem que temos um grande futuro pela frente. Será? Nosso futuro não pode ser tão grande assim, quando temos autoridades incapazes de governarem na intenção de melhorar a vida dos menos favorecidos. Pensam apenas nos ricos, nos endinheirados, nos milionários com segundas intenções. Jamais acreditei num futuro que possa dar garantias de bem estar para toda a população brasileira. Estamos mais para a decadência moral, política, educacional e uma vida não saudável, quando temos um sistema de saúde degradante e sem esperanças de melhorar. Este novo ano em breve se tornará velho e velhaco, quando nas eleições teremos de eleger esses muitos falsos políticos com seus discursos mentirosos.
Especialistas asseguram que o Brasil será um país economicamente forte já em 2010. Porém, outros especialistas garantem que continuaremos a viver uma crise ética, principalmente na esfera política. Sei que alguns acreditam que só através do voto podemos mudar o fim da corrupção e a péssima situação política hoje vivida. Eu pessoalmente não acredito nisto. Os “lindos presentes” de muitos políticos preparados e oferecidos ao povo como um enorme tapa na cara de cada um de nós, deixa claro que “eles” não nasceram para serem políticos e sim ladrões, ou criminosos de mão cheia. Ou tem alguém que duvide disso? Contei somente no ano de 2009 vinte escândalos. Foram escândalos e mais escândalos dos políticos, os quais, questionados, apressam-se em sorrirem para as câmaras de TV, querendo demonstrar tranqüilidade e honestidade. O maior escândalo foi justamente já quase no final de 2009 quando as provas foram mostradas para o mundo todo dos políticos, principalmente o governador, o vice-governador e o presidente da Assembléia Legislativa de Brasília. Na verdade estão complicados até o pescoço e até às cuecas. Os vídeos não mentem, mas os senhores da corrupção ainda alegam inocência sem o menor pejo, sem a menor vergonha pelo menos na cara. Dá para perceber, até que me provem o contrário, que são ladrões profissionais já acostumados a roubarem do povo brasileiro há muito tempo. O que nos consola é que a linha sucessória, em caso de renúncia ou impedimento, está comprometida em toda a sua extensão política, e tudo isso vai parar no Judiciário, apesar dos passos de tartaruga aleijada do Judiciário brasileiro.
Aqui em Jaú temos os 300, que não são de Esparta, ou mais pessoas empregadas na Prefeitura sem concurso público. É realmente uma providência de quem não aprecia e não tolera a legalidade. São pessoas que trabalham na maciota, na proteção, na falta de vergonha tanto de quem mandat, quanto dos que obedecem de mão beijada. Somando-se ao primeiro ano de governo do atual prefeito já perfazem, portanto nove anos na Prefeitura a farra do “trem da alegria”, dando ciência ao cidadão de que este governo é nada mais e nada menos do que a continuação do antecessor, o qual foi chamado por mim de “A Coisa”. Temos agora a “Coisa 2”. Isto significa basicamente que o progresso jauense é uma quimera sem fim. Não pode haver progresso quando as leis não são respeitadas. Quem duvidar entre no site da prefeitura de São Caetano do Sul. Nenhum empregado – com exceção dos cargos de confiança – trabalha naquela prefeitura sem concurso. Os cargos de confiança são aqueles mais próximos do mandatário, que visualiza seu governo de uma maneira urgente para uns e menos urgentes para outros. É o seu secretariado. O resto dos trabalhadores tem de passar por uma avaliação nos exames que provarão quem é capaz e quem é incapaz. Isto, no entanto está virando uma balela ou falsa filosofia democrática, causando vergonha para quem é um sincero republicano, se é que existe um sincero republicano neste país. Aposto que não existe nenhum republicano neste país.
Com tantas injustiças sociais o Brasil de hoje se parece muito com a França na véspera da revolução, com a trilogia: liberdade, fraternidade, igualdade. A diferença é que não temos respostas para essa síntese democrática e ficamos como estamos e sempre estaremos, sem resultados positivos, porque a nossa “República democrática” é subjugada e encilhada de cabo a rabo pelos corruptos de plantão. A maioria pertencente à classe política, procedente da classe média e média alta, onde não conhecem a punição que exemplifica e depura uma nação.
Jeovah de Moura Nunes
escritor e jornalista, Autor do livro “A cebola não dá rosas” entre outros livros.
Com tantas injustiças sociais o Brasil de hoje se parece muito com a França na véspera da revolução, com a trilogia: liberdade, fraternidade, igualdade. A diferença é que não temos respostas para essa síntese democrática e ficamos como estamos e sempre estaremos, sem resultados positivos, porque a nossa “República democrática” é subjugada e encilhada de cabo a rabo pelos corruptos de plantão. A maioria pertencente à classe política, procedente da classe média e média alta, onde não conhecem a punição que exemplifica e depura uma nação.
Jeovah de Moura Nunes
escritor e jornalista, Autor do livro “A cebola não dá rosas” entre outros livros.
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